Ó Brasil, hóspede de tantas maravilhas, de tantos turistas!
Ó esquina boêmia: de dia ponto de ônibus, de noite parada de notívagos honestos ou não!
Ó bossa nova, que canta nossa terra no passado; ó funk, que nos ridiculariza no presente!
Desculpe, mas tive que colocar esse pequeno pensamento sincero antes de escrever qualquer coisa... Bom, talvez ajude mais adiante.
Uma manhã, um assalto, uma vítima: foi isso que aconteceu. Uma violação é o que permanece depois e principalmente agora na sua epiderme cerebral. Teu amigo, teu pai, tuas amigas sabem e compartilham essa alucinação espantosa contigo, porém somos perfeitos no início e tudo só começou agora.
***
A noite mal dormida te freia os sentidos, te adormece os lábios depois de um 'bom dia' esforçado, um que você queira que realmente seja bom, mas o sono não deixa. Desce as escadas refletindo no último comentário que disse a mãe no quarto se arrumando, uma tranqüilidade que vai precisar o resto do dia. Fecha o portão ainda de costas pra rua suplicando por mais um gole de café que ficou na caneca, um livro que ontem faltou apenas seis páginas pra ler. Vira-se num click para o meio-fio: um dia igual, uma comoção em lembrar que irá conversar muito, porém terá que suportar alguns párias pelo caminho.
Enquanto suas lembranças se mexem devagar, uma cidade inteira passa por ti através de rostos desconexos e normais, todos nós somos culpados por nossas distrações. Antes que alguém tome nossa total atenção durante 3 segundos ao atravessar a calçada, uma sombra vadia faz o trabalho sujo do destino (ou de Deus, ainda não sei) e te imobiliza. Teus braços ficam imóveis, teus sentidos mais reprimidos alcançam o bairro todo. Uma ação simples e inesperada da sombra ecoa no corpo todo, um formigamento, uma reação totalmente esperada: a impotência.
Bens nem tão preciosos são arrancados numa velocidade que perturba a esperteza do mal, porém são bens, são teus, seja o que for! O executivo luxuoso vestido de vermelho no teu ombro esquerdo diz: “Que isso? Vai deixar assim por menos?! Reaja homem!” O pastor velho de branco no direito explica: “Não deixe o dinheiro te gastar. Pense com velocidade, haja com calma.” O que existe no meio do yin e o yang? Confusão e um pouco de confissão.
1) Confusão: levanto, saio de perto ou fico no mesmo lugar? É esse o momento que sempre esperei para ser corajoso ou me entrego hoje pra lutar amanhã?
2) Confissão: há outras pessoas ao meu lado e ninguém percebe, como podem ser tão distraídos quanto eu!? Porque logo hoje, agora, assim, de novo?
Este coração fraco está entre as vísceras mais escondidas ao sul do ventre. Uma inutilidade de ações se constrói até o futuro mais justiceiro e se destrói a cada minuto em que tudo acontece. De repente o executivo se manifesta e ataca com raiva, pulsante raiva, indignação à pobreza; incrível, não sentia nada por aquela sombra além do desejo de vê-lo morto, mas isso não lhe assumia completamente. O país lhe pesava pelas pessoas que nele se criaram: aquela sombra vei0 daqui, um passado que foi tenebroso com o livre arbítrio e continua a nos censurar.
Nossa, vinte minutos entre a liberdade e a clausura se passaram, uma nova recordação triste emerge se equilibrando contra uma boa. Um desejo frio de querer a morte (tão iminente e próxima é só pedir) flutuava na cabeça quando os problemas surgiam; nesse momento, qualquer dor nos apavora, nos faz pular aos anos infantis, inocentes.
E acabou. Boouu, como dizia aos 2 anos de idade, meio triste, querendo viver.
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